Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Casa da Cabrita

A Casa da Cabrita

Na semana passada, como terminei mais cedo os objectivos da semana, não hesitei em ajudar um dos médicos a analisar uma plataforma de ficheiros. O trabalho era fácil, só tinha que percorrer a base de dados e descrever quais as características do paciente. Foi chato como tudo. Não me importei, ele pediu, eu aceitei e fiz. A parte menos simpática foi quando esse mesmo médico mandou um mail a todo o departamento com o MEU trabalho a dizer "Ah bom dia a todos, estou aqui a partilhar as características dos pacientes que EU estive a analisar". Ao ler o mail pensei "ele só usou como base a minha análise", mas não. Estava lá tudo, preto no branco, tal como eu tinha feito. Claro que uma pessoa fica chateada. Claro que fiz aquilo como favor mas será que ele ganha assim tanto a usar o trabalho doutras pessoas? Será que sou assim uma pessoa tão assustadora que ele não me podia ter avisado antes que o que pretendia era parecer muito trabalhador aos olhos do chefão? E eu sou uma mera estagiária, nem estamos os dois a competir por vagas no instituto. O meu supervisor disse para eu esquecer, que estas coisas acontecem e, infelizmente, mais vezes do que deviam. Eu esqueci, eu esqueci. Mas não me tramam duas vezes, para a próxima vê a análise no meu computador.

A Hauptbahnhof é a estação central de Berlim. É um pequeno monstrinho mesmo no meio da cidade. Mas não faz confusão, foi desenhado mesmo para não afectar a paisagem que o rodeia. Eu costumo passar nesta estação todos os dias, porque é nela que apanho o comboio para casa. E todos os dias olhava para o meu lado direito e via este Biergarten (Jardim de cerveja), ao pé da margem do rio e pensava "Tenho que ir ali um dia" e hoje foi o dia. Eram umas belas das 19h quando me sentei numa espreguiçadeira ao solzinho, a receber a brisa do rio, a beber a bela da cerveja e a ler o meu livro. (Comprei o "Girl on the Train", visto que toda a gente anda louca com esse livro.) Foi a hora de relax que precisava para me preparar mentalmente para a semana que vem aí. Apesar de ser mais curta, porque Quinta-Feira às 16h parto para a Polónia, tenho muito trabalhinho para fazer. Desejem-me sorte amiguinhos, agora é sempre a doer.

 

 

IMG_20150830_194355.jpg

 

A vista que eu tenho do comboio. Mas que boa ideia meter um Biergarten aqui.

 

IMG_20150830_194414.jpg

 

O edifício da Hauptbahnhof. Desculpem a péssima foto mas no telemóvel parecia melhorzinha.

Mais um fim de semana, mais trabalho. Ando mesmo mesmo cansada, e foi por isso mesmo que escolhi não escrever nada ontem. E também não vou escrever nada de especial hoje, prefiro escrever coisas com cabeça e não só porque sim. Sei que estou a “falhar” mas acho que melhor isto do que escrever “Hoje choveu”. E sim, já comecei a usar casacos de inverno 

Andei (novamente) com desejos de inventar. Depois de ter corrido tão bem com os pães de queijo (toda a gente no instituto os adorou!), olhei para as bases de pizza, pisquei o olho a uma delas e pimbas atirei-me a ela. Não sei se existe uma regra para fazer pizzas, mas eu peguei em todos os ingredientes que me apeteceu e coloquei-os em cima da base. Foram eles:

 - molha de tomate (bem bom e já vinha com a base, obrigada!!);

 - fiambre cortadinho em quadrados;

 - mozzarella;

 - pimentos;

 - parmesão;

 - milho.

20 minutinhos no forno e prontinha! A massa ficou um bocadito mal cozida (e eu também fui preguiçosa para voltar a meter a pizza no forno) mas claramente ficou melhor do que eu esperava. Mais uma para repetir em Portugal :) 

 

IMG_20150826_220918.jpg

 

O antes....

IMG_20150826_224215.jpg

 ...O MEGA ESPECTACULAR DEPOIS. 

 

P.S - A minha próxima invenção deve ser um bolo. Alguém tem sugestões?

... a minha vida. Desculpem este desaparecimento tal mas o trabalho está a apertar e a minha energia, mal ponho um pé dentro de casa, é nula. Mas hoje vou tentar fazer pizza caseira, só por aí acho que já vale a pena passarem por aqui hoje ou amanha. (Porquê pizza caseira? Porque as mil pizzarias no meu bairro estão a 84 degraus de distancia).

Hoje mandei primeira versão da minha introdução ao João. Eu sei que é só a introdução, nem chega a ser metade de todo o relatório que tenho que fazer, mas mexeu comigo. Agora uma pessoa, que não eu, vai ler aquilo tudo e criticar muito. E espero que abuse nas críticas, é muito bom sabermos outras perspectivas e discutir o porquê de eu ter escolhido fazer as coisas assim e não assado. Claro que também é bom receber feedback positivo, ver que o nosso trabalho é bom aos olhos de pessoas que percebem 1000x mais sobre o tema. Mas tenho noção que não vai sair bom à primeira. Nem à segunda. 

Este foi o meu primeiro fim de semana a "trabalhar" (que crescida). Ontem estive mesmo no instituto quase o dia todo, e hoje estive em casa a escrever e a reescrever partes do relatório. Afinal daqui a 20 dias estou em Portugal e tenho que ter isto feito e pronto a apresentar. Tenho tentado estar relaxada, mas sempre que penso que são mesmo só mais 20 dias sinto um aperto de coração, por sentir que ainda me falta fazer tanta coisa. 

Boa Segunda a todos! 

Em Lisboa eu sou uma princesa. O meu pai aspira, o meu pai lava a loiça, o meu pai não me chateia. E, apesar de eu não lhe dar todo o crédito que ele merece, ele nunca se queixa (vá, depende se está a dar golfe ou não). Em Berlim, como é óbvio, eu faço tudo cá em casa. E que saudades que eu tenho do meu pai, então quando olho para o montinho de loiça (como é possível uma pessoa só sujar tanta coisa?) até quase que me apetece pagar-lhe o bilhete para vir a Berlim. Mas não pode ser. E esta coisa de eu ter que limpar tudinho fez-me aperceber um monte de coisas:

1. Eu gosto de ter as coisas limpinhas. Tornou-se impossível eu fazer o que quer que seja nesta casa se vejo muita desarrumação. Eu sou muito preguiçosa e tal, mas esforço-me para de 3 em 3 dias dar uma arrumadela e à Sexta-Feira gosto de limpar mais a fundo. 

2. As pessoas notam. A minha casa é pequena e eu costumo ter visitas (nem que seja a Inês para termos companhia para jantar). E se eu tenho roupa numa cadeira, ou se tenho loiça no lavatório, ou se tenho cabelos no chão da casa de banho, as pessoas notam. Se forem amigos não há grande problema mas eu nunca sei se a minha senhoria precisa de alguma coisa do apartamento. Não quero criar fama que os portugueses são porquitos.

3. Adoro produtos de limpeza. Adoro os cheiros, adoro descobrir as funções, adoro ir para o corredor deles no supermercado e decidir qual vou experimentar a seguir. Podia dar-me para pior, não é? Até agora o meu favorito é um limpa vidros/casa de banho, que tem um cheirinho a desinfectante. Passo pela casa de banho e parece nova. 

 

Eu espero mesmo (e acho que o meu pai ainda espera mais) que eu em Portugal continue esta minha saga de apreciar ligeiramente limpar coisas, porque sei que devia ajudar mais. Talvez um dia eu me interesse assim por cozinhar.

 

P.S - Avós quero sopa... Quero muita muita sopa.

 

Aposto que está tudo a roer as unhas, tudo nervosinho a pensar se eu já terei rebentado com a minha cozinha ou não. Nesta terra não existe Tapiokamehl (Farinha de Tapioca) pelo que me resignei e comprei uma mistura de pão de queijo. Realmente aquilo é mesmo fácil:

1. Colocar a mistura numa taça e fazer um buraquinho no meio;

2. Colocar meia chávena de chá de água no buraquinho;

3. Colocar 2 ovos no buraquinho;

4. Misturar tudo.

5. Fazer bolinhas e levar ao forno durante 20 minutos.

Eu fui tão espectacular que no pacote dizia "mistura para 12 pães" e eu fiz 14! Fora de brincadeiras, ficaram mesmo mesmo mesmo bons. O meu estômago já bate palminhas.

 

IMG_20150819_182321.jpg

 Podem comprar amigos, são mesmo bons!

 

IMG_20150819_181847.jpg

 Nem fiz grande porcaria, ficou (quase) tudo dentro da taça.

 

IMG_20150819_182150.jpg

 O antes...

 

IMG_20150819_184602.jpg

 ...e o depois! 

 

IMG_20150819_184758.jpg

Todos meus!!! (Pai, eu subo 84 degraus todos os dias, eu mereço)

 

P.s - este post não é patrocinado nem nada, mas se a Yoki quiser começar a dar-me produtinhos como este, não me importo!

 

Pág. 1/3