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A Casa da Cabrita

A Casa da Cabrita

Hoje acordei um bocado mal disposta. A massa com queijo não me deve ter caído muito bem e de manhã saiu toda por onde não devia. E estava com uma enxaqueca. Estava o ambiente perfeito para passar o domingo de pijama, no quentinho da cama a ver séries. Mas depois as Erasmus Girls acordaram e quiseram ir à East Side Gallery e ao Mauer Park, terminando numa noite de cinema e panquecas. Não me apetecia muito mas, sendo um dia (super raro!) de Sol, achei parvo não aproveitar o final de tarde com elas. E ainda bem que fui. Foi rir, foi passear, foi comer, foi muito muito bom para me preparar para uma semana cheia de trabalho. E acho que as fotografias falam por si.

 

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Chegou ao fim a batalha contra os bed bugs, ou assim o espero. Já pude voltar ao meu apartamento, arrumar a mobília, colocar as roupas nas prateleiras e as fotos na parede. E que falta me fizeram as fotos. Chegar a casa e olhar para todos os meus amigos e familiares mais próximos faz-me bem, parece que estou acompanhada. Eu sei que é meramente psicológico, mas olhar para as fotos dá-me aquela forcinha, que preciso de ter quando tenho que sair de casa, e o conforto quando volto. 

 

E já só faltam 1 mês e 25 dias para ir ter com todos para tirar mais fotos!!! 

 

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Estes últimos dias tem sido repletos de animação, é que não me tem faltado nada. Desta vez, Berlim não quer mesmo que eu tenha dias debaixo da manta, de papo para o ar. É incêndios, é idas ao hospital, é parasitas... Isto é que tem sido sorte grande.

Desde a semana passada que me tem vindo a aparecer umas borbulhinhas nas mãos e pés. Cabrita como sou, decidi ignorar. Borbulhas, quem não as tem? Achei por bem parar de ignorar quando me apareceu a primeira na cara, e quando já não aguentava a comichão.

Devido a experiências passadas, a minha relutância de ir ter com qualquer tipo de alemão era assim gigante. Mas tenho de dar a mão à palmatória: foram todos impecáveis. Desde a farmacêutica que se esforçou imenso para entender o meu alemão e me aconselhou a ir ao médico, de forma a ter o tratamento adequado, à enfermeira de triagem que me disse que ia ficar tudo bem e até me chamou "docinho", acabando no médico que em três tempos me despachou, indicou logo a farmácia mais perto e tudo!
 
Infelizmente o diagnóstico foi: bed bugs (percevejos da cama). São uns bichinhos pequeninos que se multiplicam muito rapidamente e comem resíduos de pele. Ainda não vi nenhum no meu apartamento, mas as borbulhas pelo corpo provam que eles existem. Para a desparasitação funcionar, eu tive que lavar a minha roupa TODA a 60 graus, e a roupa que não pode ser lavada a essas temperaturas, teve que ser congelada. Mas começo a pensar, e mais paranóica fico: eu vou ter sempre roupa vestida, portanto como é que eu tenho a certeza que me livro de todos os bichos/ovos/nojices? E a roupa lavada, mesmo dentro de um saco de plástico "fechado", volta para aquele quarto. Como é que eu sei que está livre de bichos?

Admito que estou um bocadinho farta. Olhar para o meu apartamento e ver os móveis no meio, roupa e sapatos tudo em sacos de plástico fechados, é de deprimir uma pessoa. Afinal, estando aqui há duas semanas, já deveria era estar mais que instalada. Também me deprime saber que não posso ir para outro quarto, porque a probabilidade de levar bichinhos comigo é grande. Parece um bocado um ciclo sem fim, mas esperemos que a desparasitação ajude, e que, daqui a uma semana, isso seja só uma historia (pouco) engraçada para contar mais tarde.

Já lavei roupa. Não encolheu, mudou de cor ou desapareceu. Mas não levou detergente porque, com tanta concentração de acertar com o programa, me esqueci dessa pequena parte fundamental. Não há espiga, aquela máquina já deve ter engolido tanto detergente que a minha roupa veio toda cheirosa.Verdade seja dita, hoje foi a primeira ida à casa das máquinas, e também não me aventurei muito. Olhei para a máquina de secar, a máquina do diabo, mas não tive coragem de a usar. Um dia mais tarde, quando não tiver medo que o meu pijama vire roupinha de Nenuco, experimento.

Já me tinha esquecido de quão cansativo é viver sozinho. Não há ninguém para limpar, varrer, lavar as coisinhas, somos só nós. Mãe, pai, avós, família e amigos em geral (que todas as mãos são boas), venham que estão perdoados!

... vai a uma festa a uma Quinta, sabendo que trabalha a uma Sexta. Já conheci 5 raparigas que estão em Berlim em ERASMUS. Uma está a trabalhar no hospital, tal como eu. As outras 4 são estudantes da Universidade Humbold e só começam as (poucas) aulas dia 17 de Outubro. Nota-se ligeiramente a diferença de tempo livre - elas a acordar todos os dias às 12h, eu e a Andreia a acordar Às 8h30 - , mas fêta é fêta e lá fomos nós. A festa foi numa discoteca espectacular, num rooftop com vista para a AlexanderPlatz. Só pela vista valeu o frio que rapámos e a chuva que apanhámos à vinda para casa. 

 

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 A típica foto cheia de qualidade no espelho da casa de banho.

 

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A vista da discoteca.

 

Quando cheguei ao hospital Sexta-Feira, extremamente ensonada, temi o pior. Mas aconteceu o melhor! O chefe não veio portanto foi dia santo na loja. Até nem fomos almoçar à cantina e demorámos mais de 30 minutos no processo (coisa muuuuuuito rara no DHZB). Entretanto, também já tenho o meu cartão oficial, que não serve para absolutamente nada, mas é mesmo giro:

 

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Sábado foi dia de dormir, lavar o apartamento de cima a baixo e de comer panquecas com as meninas. A croata é cá das minhas, que só come chocolate e que acredita que tudo fica melhor com chocolate. Fez umas panquecas fit (de aveia e que tais) e depois mergulhou-as em Nutella. Mas continuam a ser fit, ninguém nos tira isso!

 

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Esta vida de ERASMUS cansa, especialmente porque tenho que estar cedo no hospital todos os dias da semana. Mas vale muito a pena, porque já me apresentou 5 raparigas fantásticas que estão cá para o que for preciso! E quando se está sozinho numa cidade, precisamos muito destas pessoas. 

 

Tag der Deutschen Einheit é o feriado que celebra a reunificação da Alemanha, e é celebrado a 3 de Outubro. Há uma grande feira, imensa comida e (claro) muita cerveja. Tive a oportunidade de ir com as minhas amigas de ERASMUS e comemos toda a famosa Curry Wurst e bebemos uma Berliner Kindl (cerveja típica de Berlim). Também descobrimos que os alemães acabam cedo até as festas de feriado. Eram 19:30 e já estava tudo a fechar as barracas. Bem, verdade seja dita que, agora são 21h e eu já estou enfiada na cama de pijama vestido. Os hábitos alemães pegam-se mesmo. 

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Finalmente consegui ir passear, sem ter que preocupar com compras, limpezas ou burocracias alemãs! Fui com a Andreia até à Alexanderplatz e subimos a Under Den Liden até às portas. Nas portas encontrámos uma feira gigante, cheia de barracas de comida e artesanato típicos, tudo preparado para o Dia Nacional da Alemanha (que é oficialmente celebrado dia 3 de Outubro). Não ficámos muito tempo porque não fomos a contar encontrar a feira e estava de chuva, mas já decidimos que Segunda também vamos celebrar e lá vamos à feira, prontas para comer o puré de batata frito (ou lá o que seja aquilo) e beber cerveja quente! Hoje é dia de dar um saltinho ao Oktoberfest (a versão mini em Berlim, nada comparativamente ao festival de Munique) com umas raparigas de ERASMUS.

Tshuss!

 

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