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A Casa da Cabrita

A Casa da Cabrita

Depois de 5 meses com uma net assim muito limitadinha (pobre coitada) resolvi fazer um contracto de gente grande e arranjei net decente. Problema? Demora cerca de 4 semanas a ser instalada. Quando me disseram isso ao inicio não percebi bem o porquê, mas confiei no sistema, deveria fazer algum sentido! Não fez. 

A aventura começa logo com o facto da companhia não ter nada de nada em Inglês. Assinar um contracto já é assustador, quanto mais um em alemão. Tive que pedir ao rapaz para ir traduzindo, a parte mais importante traduzi eu com o telemóvel e a coisa fez-se. Depois, seria só esperar. Recebi um SMS a dizer que um técnico iria a minha casa dia X às Y horas. Tudo perfeito, não é? Pareciiiiiiia.

Um dia antes da visita do técnico falei com uma amiga, que já tinha passado pela mesma experiência, e ela disse-me que tinha ido buscar o router à loja antes da visita do técnico. Cheirou-me logo a esturro. No dia da visita, com o tradutor do telemóvel a bombar, estive a ler tudo o que dizia nos papéis que assinei, tudo o que dizia no site e descobri que o meu router já tinha sido entregue por correio. Oi? Começou o mini pânico à procura do router. Bater a portas dos vizinhos, perguntar pelo router, tudo sem sucesso. Eventualmente encontrei no site uma descrição mais detalhada do vizinho a quem foi entregue o router: "Children's Shop". Ora que diabos, não existe nenhuma loja de crianças no meu bairro. Fui falar com a senhora responsável pela residência, tinha muita fé que ou tivesse recebido o router ou soubesse onde raios era a loja de crianças. Sem sucesso. Contudo deu uma informação muito valiosa: o senhor chinês do quiosque asiático sabe tudo do bairro, portanto deveria saber onde existia a tal loja. Aliás, ela até o definiu como mafioso. 

Lá fui eu, com pouca esperança, falar com o senhor do quiosque. Um senhor amoroso, muito querido, mas com um alemão horrível. Eu apercebi-me que ele sabia onde era a loja, mas não estava a perceber patavina do que ele estava a dizer. A minha cara deve ter transparecido a confusão porque ele ligou ao filho para vir traduzir. Resultado, o rapaz disse-me que a loja era a duas estações de tram e que não era uma loja assim por dizer. Contudo, o senhor não se lembrava o que era. Será que esta situação poderia ficar mais complicada/esquisita/estranha?

Não tinha nada a perder, meti-me no tram e fui descobrir a loja que não era loja mas que se chamava loja. E encontrei o quê? Um quartel de bombeiros com um mini mini mini sinal a dizer "Loja Solidária". E o meu router estava lá 

Voltei a correr para casa para receber o técnico. Coloquei o router em cima da minha cama, todo lindo e perfeito, com as instruções ao lado. Varri o chão, lavei a loiça, preparei tudo para receber o senhor. Ele entrou, fez umas coisas estranhas, saiu, fez mais coisas estranhas e disse adeus. Nem 5 minutos foram. Nem tocou no router. Mas que raio? Escusado será dizer que tive que ser eu e o tradutor (Obrigada Google!) a montar o router e a entender como se ligava a net.

E é assim que eu fico esgotada logo às 12h na Alemanha. (E também é assim que o senhor chinês ganhou uma cliente durante os próximos meses!)

Janeiro não só começou na melhor companhia, como me trouxe a melhor visita. Este ano começou em grande, espero não ter já gasto os cartuchos todos. Veio a Tânia. A Tânia. E para quem não conhece a Tânia, vou tentar explicar o porquê da visita dela ser tão importante para mim:

 - Já ouvi várias piadas, contadas por homens, onde basicamente definem que o melhor amigo é aquele que faz com que a tua família questione a tua sexualidade. Se houvessem dúvidas, pela quantidade de vezes em que digo "Fico em casa da Tânia", certamente esta nossa relação não ajudaria a minha família a perceber;

- Há coisas que só nos sentimos confortáveis a discutir com X pessoa. Há outras que achamos melhor ser a Y a opinar. Quando vou às compras, não há ninguém em quem confie mais que a minha mãe. A Tânia tem a capacidade de ser X, Y e, com algum jeitinho, minha mãe. Ela é assim tão espectacular;

- Há dias em que não estamos para ninguém. Errado: de alguma maneira eu encontro sempre maneira de estar lá para ela e ela para mim. E até parece que adivinha, raio da moça que tem sempre comida à mão quando é preciso.

Pronto, acho que já consegui passar a ideia de que gosto mesmo dela. 

A Tânia nunca tinha estado em Berlim portanto em dois dias e meio não inventámos muito. Fomos aos sítios de sempre e a minha teoria confirmou-se: Berlim é uma cidade mesmo bonita. Quando moramos numa cidade bonita e passamos a ter contacto com ela diariamente, temos a tendência para desvalorizar. E é por isso que gosto de ter visitas. Vê-los a ver tudo pela primeira vez, contar os meus factos interessantes e relembrar o porquê de eu gostar tanto desta cidade. 

Tivemos o bónus de apanhar muita neve, parece que a cidade fica outra. Obviamente que eu levei as coisas para o disparate e quem sofreu foi ela. Mas mesmo assim tenho a impressão que ela até gostou de ter cá estado.

 

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Para os lados de Setembro desafiei a Tatiana a vir passar o ano em Berlim. Tecnicamente foi um desafio mútuo. Depois dela, foi convencer o Filipe. Queríamos mais pessoas, mas a passagem de ano é sempre aquela altura em que há muitos planos, muitos amigos a quererem ir a muito sítio, e fica complicado de gerir a escolha. Ninguém fica ofendido, amigo não empata amigo, portanto embarcámos os 3 rumo a Berlim. E foram 4 dias para nos despedirmos de 2016 em bom. Fizemos a rota turística habitual, que é a que aconselho a todas as pessoas que cá aparecem: AlexanderPlatz, BerlinerDom, Gendarmenmarkt (onde ainda apanhámos o mercado de Natal e comemos salsicha alemã), CheckPoint Charlie, Memorial aos Judeus Mortos na Europa, Brandenburger Tor e Reichtag. No segundo dia fomos a sítios menos conhecidos, mas igualmente obrigatórios: o sempre favorito Treptower Park, Zoologischer Garten e East Side Gallery. 

No último dia do ano, decidimos ir ao campo de concentração Sachsenhausen, que fica a cerca de 30km de Berlim. Não é fácil lidar com aquilo. Eu não quero dizer que adorei, por acho que cai mal. Mas gosto muito que se fale no assunto, que não se tente fingir que não aconteceu. Acho que o pior foi o nosso sofrimento com o frio que estava. Nós, que tinhamos casacos, gorros, luvas e cachecóis. 

Não começámos o último dia do ano da maneira mais feliz do mundo. Mas decidimos acabar como tal. Entre ir passar o ano numa discoteca ou tentar passar no Brandenburger Tor, fomos tentar a nossa sorte naquele que é O sítio em Berlim. Como seria de esperar, não fomos os únicos a pensar no assunto e acabámos por passar o ano a cerca de 25m do monumento. Sem problema, a companhia foi a melhor e esta passagem de ano será sempre relembrada como a melhor e a mais aleatória que já tive (ênfase no aleatório). 

No primeiro dia do ano foi dia de lhes dizer adeus. Custou um bocadinho. O custar ficou encobrido com a  felicidade de ir ver os meus primos e o Manuel, mas ao final do dia doeu um bocadito. Estava de volta ao meu apartamento, sem os dois estarolas que durante os últimos 4 anos aturaram muito mais do que deviam (eu também os aturei, nao há cá santos nenhuns). Eles voltaram cada um para o seu sítio e eu fiquei cá. Os 3 sozinhos na conquista do ainda-não-sabemos-bem. Acho que chegou um momento em que todos quisémos dizer "Se ficarmos aqui fechados aposto que ninguém nos chateia durante algum tempo".  Sou mesmo uma sortuda por ter pessoas tão boas na minha vida, por ser tão difícil de me despedir delas. Mas, como lhes disse, ter saudades é bom, quer dizer que vamos fazer tudo e mais alguma coisa para estarmos novamente juntos! Quanto mais tempo passa de qualquer coisa que nos acontece, a nossa memória tende a lembrar-se só daquelas coisas espectaculares que aconteceram. Eu ainda me lembro de praticamente tudo destes 4 dias, mas o que nunca me vou esquecer é do sorriso constante (e de termos ido ao McDonalds 3 vezes). 

 

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Voltem sempre (onde seja que eu venha a estar)  

 

 

 

 

O Natal é sempre aquele momento agri-doce. Por um lado é uma boa desculpa para juntar a famelga, por outro também é uma desculpa para nos lembrarmos de quem já não está cá. Eu gosto muito do Natal, gosto muito de comer tudo a que tenho direito (eu gosto sempre de comer tudo a que tenho direito, mas no Natal não me sinto tão culpada), gosto de saber as novidades de toda a gente e gosto daquele momento nostálgico em que, de alguma forma, acabamos todos à volta dos álbuns de fotografias. 

Agora que também já há membros novos da família, o Natal passou a ter mais vida. Na hora de abrir os presentes já está toda a gente a olhar para o Manuel e para o António, tentar apanhar o sorrisinho maroto, ver a reacção quando abrem cada prenda, vê-los brincar com os brinquedos novos como se não houvesse amanha.

 

O Natal fez-me querer pegar nas tralhas todas, fechar-me em Portugal e nunca mais sair. Ficar ali, no quentinho da lareira e da braseira. Mas também me fez querer voltar, afinal tenho a melhor família do mundo que vai estar sempre lá à minha espera (com bacalhau, suspiros e mousse de chocolate, já agora).

 

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Há 15 anos atrás já eramos uns santinhos... uns santinhos.

 

 

 

 

18 dias em 2017 e comecei a achar vergonhoso não meter aqui os pés. Como tive um trabalho para entregar (daqueles chatinhos todos os dias), e que implicava muita escrita, a ultima coisa que me apetecia fazer no final do dia era, pois claro, escrever. Mas cá estou, sempre igual a mim mesma: Ano Novo, Rita Velha. 

No final de cada ano gosto de fazer uma reflexão sobre o ano que está a terminar. Gosto de a fazer assim antes do Natal ou, se estiver mesmo aborrecida da vida, fazer na altura do meu aniversário. E esta reflexão serve para me relembrar das coisas boas que acontecerem (visto que sou uma daquelas que tende a só lembrar do mau. Do género, falho uma pergunta num teste e já vou chumbar à cadeira). O ponto mais importante da lista foi claramente o primeiro:

  • Nem eu, nem nenhum dos meus familiares/amigos próximos teve um problema de saúde grave. Estamos cá todos. Uns mais velhos, outros mais coxos, mas estamos cá todos. 

E este também é o ponto que eu espero que se mantenha em 2017, 2018, 2019, 3145, e por aí adiante. 

Agora saltam todos da cadeirinha e interrogam "Oh Rita mas e a ida a Portugal? E o Natal? E a passagem de ano? Não tiveste visitas?". Ora pois bem, vamos fazer render o peixe nesta casa! Amanhã há mais. 

É hoje! O meu dia de anos, o dia em que faço os lindos 22. 22 é realmente um número bonito, não é? E é um número novo com tanta coisa para viver. Eu estava um bocadinho reticente com começar estes 22 tão longe de toda a gente. Mas correu tudo pelo melhor. A minha Andreia fez um mega bolo de chocolate para a meia noite, ouvi os parabéns em turco, croata, egípcio e português e recebi muitos miminhos de toda a gente. No trabalho tive muitos sorrisos e abraços à minha espera. E pessoas incrédulas com o facto de eu SÓ fazer 22. Porque já morava sozinha, porque já estava ali a trabalhar com eles, porque isto e aquilo. Uma das senhoras deu-me 25. Obrigada? 

Fora isso, tive mesmo o melhor aniversário possível. Tenho muitas saudades dos meus, prova disso foi o chorinho quase automático sempre que abria uma mensagem de parabéns. Mas senti realmente o carinho de todas as pessoas. Daqui a 10 dias meto pé em Lisboa e mal posso esperar para agradecer em pessoa todas as mensagens!

 

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E mais um obrigada às EG por terem passado a meia noite comigo, mesmo tendo que acordar cedissímo hoje. (Quase que vos perdoo o facto de me terem comprado velas para 23 anos)

 

Hoje acordei com uma saudade estúpida dos avós. Não só dos quatro de verdade, mas também dos emprestados. Muitas muitas saudades. Dos que ainda cá estão, mas especialmente dos que já foram espreitar o outro lado. Dos que não posso esperar um beijinho de aniversário ou um abraço nos dias de Natal. É o avô Zé, o avô Manel, o tio Zé e a tia Ducha. São esses que olham por mim e que, de certezinha, já me safaram de algumas. E também se fartam de rir com outras. Há dias assim, em que acordamos e que as saudades mal nos deixam sair de casa. Porque podia ser que eles aparecessem, tocassem à campainha e quisessem um bocadinho de conversa. Também há muitas saudadinhas das avós que cá estão. Daquelas que felizmente ainda podem estar comigo, alimentar com coisinhas que só elas sabem fazer e dizerem sempre "olha que não estás gorda, estás bem!" (obrigada!!!!). Aquele interesse interminável pelos meus assuntos, aquele olhar experiente do "vais ver que corre tudo bem", o "só estudas, filha", o "queres ir comprar um docinho?", é disso tudo que tenho saudades. É isso tudo que, apesar de me estar a atrasar para o hospital, me vai fazer sair de casa. Porque está quase na hora de ir ter com as avós.

Um grande beijinho à avó Antónia, à avó Celeste, à avó(tia) Zé e à avó Luísa. 

Enchi-me de coragem e lá apanhei um autocarro de 7 horas (7 HORAS FECHADA NUM AUTOCARRO) para Munique. E que bom que foi. Munique é tão diferente de Berlim. Senti-me mais na Alemanha. Em Berlim, há tanta diversidade, tantas pessoas diferentes, que muitas vezes me esqueço que vivo na Alemanha. Em Munique não. Eu e a Almeida só temos que agradecer ao Tomás que nos deu chão e foi  um grande guia. 

A primeira coisinha que fizémos em Munique foi, obviamente, beber uma cerveja. Fomos à Hofbräuhaus e cada um escolheu a sua cerveja típica. Eu fui a única "menina" e escolhi uma de 0,5L mas obviamente que tirei foto com a de litro! Para quem não sabe, a Hofbräuhaus é uma cervejaria no centro de Munique onde se podem comer os pratos mais típicos e beber A cerveja. Eu sou um bocado leiga no que toca a cervejas, mas que era boa, era.

No dia seguinte fomos ao OlympiaPark, à MarienPlatz, passámos pelos Pinakotheks, visitámos a TUM e acabámos o dia a cozinhar (bem, eu supervisionei) Bacalhau à Brás para os amigos tugas do Tomás. Conheci também duas raparigas brasileiras muito queridas, e nunca vou esquecer os seus ensinamentos. Boy magia e rolé, é o que a gente quer!

Domingo foi dia de correr até àMarienPlatz para apanhar o toque dos sinos e todo o espectáculo à volta. Aproveitámos também o desconto de estudante e subimos à Torre daPeterskirche para ter uma vistaliiinda sobre Munique. Lindo, lindo, daquelas coisas que só vendo!

Seguiu-se o Englischgarten, que se tornou rapidamente num dos parques mais bonitos que visitei (e eu sou louca por parques, não é fácil convencer-me). Tudo é lindo, o Monopteros (ou Balotelli para os amigos), a Chinesischen Turm, o lago gigante... Voltava lá todos os dias! De ferro são os malucos que se metem a fazer surf numa espécie de onda falsa, que se forma lá num dos lagos. Estavam 0 graus e eles enfiados dentro de água, como se não fosse nada. Eu é que não trocava o meu casaquito de penas por nada!

Foi um fim de semana brutal, obrigada Tomás e Inês! Precisava mesmo muito de estar com pessoas que me conhecem bem e que alinham nas coisas mais parvas. Até Dezembro, amigos!

 

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Foi apostado um jantar. A Andreia é do Porto e a Leonor do Benfica. A pessoa cuja equipa não ganhasse o jogo teria que fazer o jantar aos outros. Perderam as duas . Eu cá gosto destas apostas, ganho sempre!! Elas oferecem o jantar, mas achei por bem oferecer a única coisa que sei fazer com alguma qualidade: sobremesa, mais precisamente brigadeiros. 

Não há nada que enganar, leite condensado, chocolate em pó e manteiga. Tudo numa panela, misturar até começar a despegar do fundo do tacho, reservar e depois fazer as bolinhas. Simples, simples, simples. Mas estou na Alemanha.

Isto começou logo mal no supermercado. Os alemães não têm o leite condensado que eu conheço. Têm um muito mais líquido, quase como nata, que colocam no café. Mas eu não sabia disso. E lá comprei duas latas de "leite condensado".

Estava eu toda preparada para cozinhar quando reparo que as latas não têm abertura fácil. Toca a ir ao Tio Google e ver maneiras de abrir latas sem qualquer ferramenta. Há muitas técnicas. Vi um vídeo de um indiano a abrir uma lata com uma colher. Devia ter uma força de outro mundo porque com colher não fui lá. Depois vi um senhor a esfregar a lata no chão para desgastar o metal. Pois, os meus vizinhos não iriam achar piada à coisa. Finalmente vi uma senhora a dar pancadas com um canivete para furar a lata. Foi o que fiz. 20 minutos de luta depois, fiz um buraco mínimo na lata. Mas era o suficiente para me aperceber que comprei uma porcaria qualquer, que não leite condensado. Provei, sabia a leite doce. Hoje no hospital disseram-me que era o tal leite mais docinho para meter no café. Raios parta.

Escusado será dizer que, mesmo sabendo que não era leite condensado, tentei fazer a receita de brigadeiro completa. Podia ser que desse, não é verdade?

Mais valia ter estado quieta. Não sabia que se podia estragar chocolate.

Alemanha 2-0 Rita. Mas isto não fica assim. 

 

Isto tem sido um bocadito de loucos. Já comecei a trabalhar mais a sério no meu projecto, o que faz com que chegue a casa cansada. Preparo o jantar, falo no Skype com algumas pessoas, vejo uma série e vou dormir que amanhã há mais. Felizmente, desde que a questão dos bed bugs ficou resolvida, não tenho nada de especial para aqui relatar. 

A Iara já chegou e já se instalou na outra residência. Passámos uma manhã/tarde muito boa a visitar os monumentos principais de Berlim. É que eu não me farto mesmo desta cidade. E espero que ela se dê bem! É que, como ela diz, isto é muito diferente da sua Londres.

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O frio já começa a apertar cada vez mais. Longe vão os tempos em que me queixava dos 10ºC, agora já me queixo dos 0ºC. Está tanto frio. Já não posso andar sem luvas ou sem cachecol. Gorro é a única coisa que ainda não sinto necessidade, mas é só começar a never! Já percebi que vou ter que comprar outro casaco, e definitivamente umas leggings para vestir debaixo das calças. Quando vou para o hospital, só passo cerca de 10 minutos na rua, mas já é o suficiente para ficar com as pernas e cara doridas do frio. E isto é só uma amostra, segundo os meus colegas. Ai que bom...

Mas chegar o Inverno, significa também chegar o Natal! Melhor altura do ano!!! E a cidade já está a ficar tão bonita. Os mercados de Natal abrem este fim de semana, mas para mim vão ficar para o outro. É que Sexta vou em direcção a Munique, wohoooooo! Tomás e Almeida, preparem-se para um fim de semana brutal (e cheio de neve, já estou a ver).

E o que me faz impressão é já estarmos em Novembro. O tempo está a tentar bater o record do Bolt, só pode.