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A Casa da Cabrita

A Casa da Cabrita

Muita gente me tem perguntado o que é que eu tenho andando a comer. E realmente a preocupação existe porque eu sou um zero na cozinha. E não sou um zero qualquer, é mesmo um à esquerda que não serve para nada. Mas tenho sobrevivido. A minha base são pratos mistos: algo que eu faça com algo que já vem feito. 

Uma grande vénia aos douradinhos que foram os meus amigos fiéis nesta primeira semana. É tirar do pacote, pôr no forno, virar a meio e fica sempre bom! Até dá gosto saber que é impossível eu estragar isto. A acompanhar os douradinhos comi puré e arroz. O puré também não tem muita ciência (apenas a quantidade de sal é que estraga sempre tudo). O arroz.... ai o arroz. Não queimei mas também quase que mais valia, visto que ficou tão empastado e sem sabor que só o consigo comer muito camuflado nos douradinhos. (e não, não melhorou passado um dia).

Assim para inovar imenso decidi comprar crepes de vegetais congelados (novamente, é só colocar no forno maravilha) e aquilo tinha tudo para correr bem. Mas são picantes como tudo, comi um deles e os outros 3 continuam congeladinhos (Pai já tens comida para quando cá estiveres).

Também fiz uma daquelas massas de pacote que não têm nada que enganar. Sacana do fogão é de cerâmica e eu ainda não sei trabalhar bem com aquelas temperaturas... queimou-me a massa. Que lata! Como castigo só vai ser lavado quando a minha Mãe cá vier.

O meu ponto alto foi o empadão de carne. Senti-me uma autêntica chef. Para além de fazer o puré e de fritar carne (até temperei, que crescida) coloquei tudo num pirex e pincelei com gema de ovo. Acho que nunca me tinha esforçado tanto na cozinha. E ficou tão bom. (Tia Zé, a glória deste prato é toda tua!)

 

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O primeiro jantar de todos na varanda maravilha

 

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Paizinho, são todos teus!

 

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O orgulho da semana (vá sejam amiguinhos, não comecem já a dizer que está feio)

 

O ponto baixo.... quer dizer a culpa nem sequer é minha! Eu sou uma pobre estudante a viver num país com uma língua horrível. 

Com a chegada da Inês resolvi preparar uma sobremesa como prenda de boas vindas. Mousse de Oreo é fácil como tudo. Bater natas, misturar com leite condensado e com as bolachas esmagadas. Achava que depois de 3 anos de engenharia dava conta do assunto. Tudo lindo e feito, coloquei a taça no frigorifico e 5 horas depois, vem-me a fomeca e decido ir provar a mousse. Desculpem o termo, mas aquilo sabia a merda. E eu não estava a perceber, como raios é que eu me enganei nisto? Vamos ver se, a partir da bela foto dos ingredientes que eu ia postar aqui quando anunciasse a minha maravilhosa mouse, conseguem chegar ao erro:

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As natas afinal eram molho béchamel. Palmas para mim.

 

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