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A Casa da Cabrita

A Casa da Cabrita

Em Lisboa eu sou uma princesa. O meu pai aspira, o meu pai lava a loiça, o meu pai não me chateia. E, apesar de eu não lhe dar todo o crédito que ele merece, ele nunca se queixa (vá, depende se está a dar golfe ou não). Em Berlim, como é óbvio, eu faço tudo cá em casa. E que saudades que eu tenho do meu pai, então quando olho para o montinho de loiça (como é possível uma pessoa só sujar tanta coisa?) até quase que me apetece pagar-lhe o bilhete para vir a Berlim. Mas não pode ser. E esta coisa de eu ter que limpar tudinho fez-me aperceber um monte de coisas:

1. Eu gosto de ter as coisas limpinhas. Tornou-se impossível eu fazer o que quer que seja nesta casa se vejo muita desarrumação. Eu sou muito preguiçosa e tal, mas esforço-me para de 3 em 3 dias dar uma arrumadela e à Sexta-Feira gosto de limpar mais a fundo. 

2. As pessoas notam. A minha casa é pequena e eu costumo ter visitas (nem que seja a Inês para termos companhia para jantar). E se eu tenho roupa numa cadeira, ou se tenho loiça no lavatório, ou se tenho cabelos no chão da casa de banho, as pessoas notam. Se forem amigos não há grande problema mas eu nunca sei se a minha senhoria precisa de alguma coisa do apartamento. Não quero criar fama que os portugueses são porquitos.

3. Adoro produtos de limpeza. Adoro os cheiros, adoro descobrir as funções, adoro ir para o corredor deles no supermercado e decidir qual vou experimentar a seguir. Podia dar-me para pior, não é? Até agora o meu favorito é um limpa vidros/casa de banho, que tem um cheirinho a desinfectante. Passo pela casa de banho e parece nova. 

 

Eu espero mesmo (e acho que o meu pai ainda espera mais) que eu em Portugal continue esta minha saga de apreciar ligeiramente limpar coisas, porque sei que devia ajudar mais. Talvez um dia eu me interesse assim por cozinhar.

 

P.S - Avós quero sopa... Quero muita muita sopa.

 

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