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A Casa da Cabrita

A Casa da Cabrita

Para os lados de Setembro desafiei a Tatiana a vir passar o ano em Berlim. Tecnicamente foi um desafio mútuo. Depois dela, foi convencer o Filipe. Queríamos mais pessoas, mas a passagem de ano é sempre aquela altura em que há muitos planos, muitos amigos a quererem ir a muito sítio, e fica complicado de gerir a escolha. Ninguém fica ofendido, amigo não empata amigo, portanto embarcámos os 3 rumo a Berlim. E foram 4 dias para nos despedirmos de 2016 em bom. Fizemos a rota turística habitual, que é a que aconselho a todas as pessoas que cá aparecem: AlexanderPlatz, BerlinerDom, Gendarmenmarkt (onde ainda apanhámos o mercado de Natal e comemos salsicha alemã), CheckPoint Charlie, Memorial aos Judeus Mortos na Europa, Brandenburger Tor e Reichtag. No segundo dia fomos a sítios menos conhecidos, mas igualmente obrigatórios: o sempre favorito Treptower Park, Zoologischer Garten e East Side Gallery. 

No último dia do ano, decidimos ir ao campo de concentração Sachsenhausen, que fica a cerca de 30km de Berlim. Não é fácil lidar com aquilo. Eu não quero dizer que adorei, por acho que cai mal. Mas gosto muito que se fale no assunto, que não se tente fingir que não aconteceu. Acho que o pior foi o nosso sofrimento com o frio que estava. Nós, que tinhamos casacos, gorros, luvas e cachecóis. 

Não começámos o último dia do ano da maneira mais feliz do mundo. Mas decidimos acabar como tal. Entre ir passar o ano numa discoteca ou tentar passar no Brandenburger Tor, fomos tentar a nossa sorte naquele que é O sítio em Berlim. Como seria de esperar, não fomos os únicos a pensar no assunto e acabámos por passar o ano a cerca de 25m do monumento. Sem problema, a companhia foi a melhor e esta passagem de ano será sempre relembrada como a melhor e a mais aleatória que já tive (ênfase no aleatório). 

No primeiro dia do ano foi dia de lhes dizer adeus. Custou um bocadinho. O custar ficou encobrido com a  felicidade de ir ver os meus primos e o Manuel, mas ao final do dia doeu um bocadito. Estava de volta ao meu apartamento, sem os dois estarolas que durante os últimos 4 anos aturaram muito mais do que deviam (eu também os aturei, nao há cá santos nenhuns). Eles voltaram cada um para o seu sítio e eu fiquei cá. Os 3 sozinhos na conquista do ainda-não-sabemos-bem. Acho que chegou um momento em que todos quisémos dizer "Se ficarmos aqui fechados aposto que ninguém nos chateia durante algum tempo".  Sou mesmo uma sortuda por ter pessoas tão boas na minha vida, por ser tão difícil de me despedir delas. Mas, como lhes disse, ter saudades é bom, quer dizer que vamos fazer tudo e mais alguma coisa para estarmos novamente juntos! Quanto mais tempo passa de qualquer coisa que nos acontece, a nossa memória tende a lembrar-se só daquelas coisas espectaculares que aconteceram. Eu ainda me lembro de praticamente tudo destes 4 dias, mas o que nunca me vou esquecer é do sorriso constante (e de termos ido ao McDonalds 3 vezes). 

 

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Voltem sempre (onde seja que eu venha a estar)  

 

 

 

 

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