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A Casa da Cabrita

A Casa da Cabrita

A rotina instalou-se. Não é propriamente uma coisa má, quer dizer que finalmente já me habituei a viver cá. Todos os dias me levanto às 8, como qualquer coisa (vamos concentrarmos-nos só no facto de eu já comer qualquer coisita), visto-me e apanho o metro na Warschauer Straße. 4 estações até Halleches Tor, mais umas quantas até Leopoldplatz e depois ando cerca de 5 minutos até ao gabinete. No total levo 40 minutos desde casa, e sabe tão bem. Acho que não há nada melhor que estes 40 minutos, para lá preparam-me para o dia do trabalho, para cá posso desligar a cabeça de tudo. Comprinhas é quase dia sem dia não, e compras grandes são de semana em semana. Aqui não se fazem compras ao domingo, ai que impressão. Portanto aquele programaço  (lá vai a minha mãe dizer que eu invento palavras) de domingo de manhã de estar 3 horas no supermercado aqui é mentira. Passa a ser programaço de sábado de manhã, que tuga que é tuga tem que desfilar nas superfícies comerciais. 

Mas a rotina é uma coisa muito engraçada. Para além de ter o meu despertador também tenho a minha... digamos marcação. O meu vizinho (ou vizinha) da frente, todos os dias, e todos os dias mesmo, sai de casa às 08:42. Todos os dias. Eu ouço as chaves dele(a) olho para o meu telemóvel e são 08:42. Desde que reparei, já passaram quase 10 dias e ele(a) sai sempre à mesma hora. Vou tomar como dado adquirido que, caso ele(a) deixe de sair às 08:42, algo aconteceu e chamo logo o 112.

Isto sinceramente é uma chatice, eu gostava mesmo de ser interessante todo o santo dia. Amanhã, para apimentar isto, vou a um jardim feito pelos russos que a Alemanha nega que existe. Deve valer mesmo a pena.