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A Casa da Cabrita

A Casa da Cabrita

Eu nunca trabalhei em mais lado nenhum, mas trabalhar num gabinete alemão está a tornar-se exactamente no que eu previa. Começamos todos entre as 9:30 e as 10. O nosso objectivo é sempre chegar antes do chefe, o que logo aí tem a sua piada (por chefe entenda-se o chefe de departamento, o boss). Trabalhamos toda a manhã, e por volta das 12:30 o chefe bate à porta do gabinete e diz "Lunch?". É a nossa luz verde, é o momento em que já temos liberdade para ir almoçar sem parecer que nos estamos a escapulir ao trabalho. Depois é um jogo de ritmos. Não nos queremos nem despachar mais cedo do que o chefe, para não parecer que somos mais que ele, nem sermos muito mais lentos que ele, para não parecer que não queremos ir trabalhar. Eu uso a técnica de comer ao meu ritmo e assim quando me falta 1/4 começo a abrandar e a tentar guardar os meus últimos pedacitos de comida quando ele começa a sua sobremesa. Porque se há coisa certa é que, quando o chefe se levanta para ir colocar o seu tabuleiro na zona de limpeza, toda a gente se levanta e faz o mesmo. As idas à casa de banho também têm o seu quê de raciocínio (atenção que isto é interpretação própria, não faço a mínima ideia se observei bem o comportamento das pessoas ou nao). Quase toda a gente vai uma vez à casa de banho antes de almoço (eu incluída), como se tratasse da pausa da manhã. Depois à tarde só vão à casa de banho as pessoas que já falaram sobre o seu trabalho diário com o chefe. É quase como um "Ufa ele já viu que eu fiz coisas hoje, posso ir sentar-me um bocadinho na retrete sem fazer nada!". Eu prefiro ir à casa de banho como despedida, ou seja, sou dispensada por volta das 17h e lá vou eu desfrutar a minha liberdade para a casa de banho (dito assim, é triste). 

 

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