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A Casa da Cabrita

A Casa da Cabrita

Sab | 08.06.19

Ai que comprar um sofá é tão giro...

Rita

... nunca ninguém disse tal coisa. Aliás, existe apenas uma parte gira de ir ver sofás, e é o experimentar. Mas logo depois do prazer de experimentar, cometemos o erro de olhar para o preço e temos que esconder as lágrimas. 

A quantidade de cores, tamanhos, tecidos, modelos, funções e preços que um sofá pode ter, mete nojo. Nojo. E existem tantas lojas por onde escolher! Eu sei que isto é claramente um First World Problem, mas escolher o sofá foi a pior coisinha desta montagem de casa. É que não é uma peça que mudemos facilmente. Ou que mudemos daqui a uns meses. É para ficar. 

Fomos a 3 lojas e não gostámos de nenhum. Ou a cor era feia, ou era demasiado grande, ou não era confortável o suficiente, ou não tinha função cama (que era das poucas coisas que conseguíamos concordar que queríamos) ou fazia com que estivéssemos demasiado sentados. Isso mesmo, leram bem. Eu queria um sofá cinzento. O homem queria um sofá onde não tivéssemos que ficar demasiado sentados. Admito que, quando ele me apresentou este critério, eu precisei de uma pausa. Tanta coisa e ele queria outra cama?

O nosso sofá acabou por cair do céu. Recebemos um prospecto de uma das lojas e escarrapachado na capa estava um sofá azul escuro por 399€ com montagem. Quando a esmola é muita, o pobre desconfia, mas lá fomos nós ver o sofá. Ao ínicio torci o nariz à cor. Achei demasiado forte. Achei que nos íamos fartar. Também não adorei o tecido. É daqueles manhosos que fica marcado ao toque. Mas tinha a função de cama, era super confortável e tinha forma L o que permitia ao homem esbardalhar-se para cima do sofá e, lá está, não ficar sentado. O preço lá me convenceu, mas estive bastante céptica até o recebermos e o ver na nossa sala. 

Quando os senhores da loja o acabaram de montar, achei um máximo. Verdade seja dita, só pelo facto de não o ter que montar, já achei um máximo. Sim, é azul escuro, mas como a nossa sala é tão clara, até ficou bem. Sim, o tecido é manhoso, mas... não há mas, aprendi apenas a viver com o assunto. 

Se é o sofá ideal? Não faço ideia. Mas adoro sentar-me nele, adoro ler livros nele, adoro ver televisão nele. E não digam nada ao homem, mas adoro esbardalhar-me nele naquela posição meio sentada meio deitada. O meu homem é um pequeno géniozinho.

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