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A Casa da Cabrita

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Dom | 05.05.19

Dia da Mãe

Rita

Recebi feedback muito positivo deste meu retorno. Tenho mil e uma coisas para partilhar sobre esta mudança. O porquê (que, surpreendentemente só consegui realmente compreender quando cá cheguei), o como, as dificuldades, as pequenas vitórias, os sustos, as palhaçadas, os desastres na cozinha (já estão cheios de saudades, não é?) e toda uma panóplia de aventuras. Mas isso vai ter tudo que esperar. Porque hoje é o dia da mãe. 

 

A minha mãe não é a minha melhor amiga. É mesmo mãe. É mesmo aquela pessoa que dá colo. Que se zanga. Que me puxa para terra quando eu e o meu cérebro impulsivo começamos a trabalhar rápido demais. Mas também é aquela que me empurra. Porque, apesar de eu não gostar de admitir isto, é ela que me conhece melhor. É ela que percebe o meu olhar quando fiz asneira, que entende logo quando a estou a aldrabar e que compreende o meu mau humor matinal. Afinal, foi herança dela!

Também é dela que acabo por ter demasiadas saudades. Porque dou por mim a ver revistas de decoração, a comparar mil e um outfits para este novo emprego e não está cá a minha Carmo. A que sabe, melhor do que eu, o que eu gosto (por mais estranho que isto pareça).

 

Eu tenho muito que lhe agradecer, mas acabo por nunca o fazer. Não sou assim espectacular a falar sobre este tipo de coisas. Quando era mais adolescente (e ligeiramente mais parva, também), achava que a minha mãe era controladora, que não me deixava fazer nada, que não confiava em mim! E que tola que eu era. A minha mãe fez com que eu vivesse no tempo certo. Que eu não fizesse nada demasiado cedo. Que eu aproveitasse as coisas na altura devida. E isso é algo que levo comigo para sempre. Sim, ela continua a ser chata. Mas com o tempo, comecei a compreender muito melhor tudo o que ela fez e decidiu.

 

Tenho memórias antigas muito giras com ela. Uma que guardo com muito carinho é uma muito velhinha. Eu devia ter uns 4 ou 5 anos e estava um calor do demónio em Grândola. Fomos para o quintal com roupas de praia, com um alguidar e montes de bonecada. Ela enchia-me o alguidar com água e punhamos as bonecas de molho. E passámos uma manhã nisto. Uma memória tão simples que guardo com tanto carinho. 

 

Um segredo aqui entre nós, para além de mãe, eu espero ser a filha que ela é. Posso estar agora longe, mas vou voltar sempre que ela precisar. Aliás, eu também vou precisar. Até lá, e quando estou de coração muito apertado, costumo olhar para a Lua. Porque, estupidamente, sinto que estou a olhar para a mesma coisa que a minha família e amigos podem estar a olhar. Por isso, mãe, olha para a Lua comigo, todos os dias! 

 

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(P.S - Para quem não sabe, a minha mãe é professora de Português. A probabilidade de receber um email ou uma mensagem no Whatsapp a corrigir a colocação de vírgulas é colossal.)

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